Glaucoma
Procedimentos à laser para Glaucoma
A Trabeculoplastia Seletiva a Laser (SLT) é um procedimento a laser utilizado para diminuir a pressão intraocular no glaucoma. É indicada quando os colírios antiglaucomatosos não reduzem a pressão ocular suficientemente ou estão causando efeitos colaterais significativos. Em alguns casos, pode ser usada como tratamento inicial do glaucoma.
A SLT está em uso há 15 anos nos Estados Unidos e em todo o mundo, e atualmente destacamos a Trabeculoplastia Seletiva como a principal opção.
Quem é um candidato para SLT?
Pacientes que possuem glaucoma de ângulo aberto (sistema de drenagem na parte frontal do olho que está aberto) e que necessitam de redução da pressão intraocular (PIO) são elegíveis para o procedimento. Seu oftalmologista fará a determinação final se você é um candidato.
Como funciona?
A energia do laser é aplicada ao tecido de drenagem do olho. Isso inicia uma alteração química e biológica no tecido, que resulta em uma melhor drenagem do fluido através do dreno e para fora do olho. Isso eventualmente resulta no abaixamento da PIO. Pode levar de um a três meses para que os resultados apareçam. Trata-se de um tratamento rápido, praticamente indolor, com poucos efeitos colaterais e eficaz para o controle da pressão intraocular em pacientes com glaucoma de ângulo aberto.
Por que é chamado de seletivo?
O tipo de laser utilizado possui uma absorção mínima de energia térmica, pois é absorvido apenas pelo tecido pigmentado selecionado no olho. Às vezes, é referido como um “laser frio”. Por causa disso, o procedimento produz menos tecido cicatricial e causa dor mínima.
Quais são os riscos?
Um aspecto importante da SLT é um perfil de efeitos secundários favorável, mesmo quando comparado aos medicamentos para glaucoma. A inflamação pós-operatória é comum, mas geralmente leve, e tratada com observação, colírios ou um fármaco anti-inflamatório não esteroide oral. Existe uma incidência de aproximadamente 5% de elevação da PIO após o laser, que pode ser controlada por medicações para glaucoma e geralmente desaparece após 24 horas. Este procedimento não exige internação hospitalar e pode ser acompanhado no próprio ambulatório.
Quão eficaz é?
A SLT reduz a PIO em cerca de 30% quando utilizada como terapia inicial. Isso é comparável à redução da PIO da classe mais poderosa e mais comumente usada de medicação para glaucoma (análogos de prostaglandina). Este efeito pode ser reduzido se o paciente já estiver utilizando medicamentos contra o glaucoma.
Quanto tempo dura o efeito?
O efeito geralmente durará entre um e cinco anos e, em casos raros, mais do que isso. É possível, caso seja necessário, realizar novamente o procedimento sem maiores riscos.
O que acontece se não funcionar?
Se a SLT não baixar a PIO, o glaucoma é tratado por outros meios, como medicamentos ou cirurgia convencional. O laser não afeta o sucesso desses outros tipos de tratamento.
Eu ainda precisarei usar medicamentos para glaucoma?
Alguns pacientes podem ser controlados apenas com o tratamento a laser. Outros requerem redução adicional da PIO e, portanto, podem precisar usar medicação para glaucoma também. Pense na SLT como equivalente a uma medicação para glaucoma. Assim como alguns pacientes necessitarão de mais de um medicamento para controlar sua PIO, alguns também podem requerer laser mais um ou mais medicamentos contra o glaucoma. É importante lembrar que a SLT não é uma cura para o glaucoma, assim como medicação e cirurgia não são. Seja qual for o método utilizado para tratar o glaucoma, um acompanhamento adequado e exames com seu profissional de cuidados com os olhos é fundamental.
A Dra. Christianne já realizou o procedimento em mais de 100 pacientes nos últimos anos e possui vasta experiência com o tratamento. No primeiro ano após o procedimento a laser, foi constatada a diminuição da pressão intraocular, auxiliando no controle da progressão da doença.
Vale ressaltar que nenhum tratamento disponível atualmente é capaz de recuperar o campo de visão já perdido pelo glaucoma.
“Consulte seu oftalmologista. Ele enxerga o que você não vê.”